Salão do Buraco #4

Alexandre Colchete

26.11.2015

Paralelamente à invasão minuciosa implementada por
mestres-de-obra em decalques assertivos - impostos aqui por
conveniência moral -, o repertório mágico acaba se tornando refém
de uma ambivalência voluptuosa ao lembrar-nos que a última menção
ao pós-relacionismo é mais do que intrínseca, ou seja, não é nada
além de uma síntese do vômito burguês associado dialeticamente ao
espírito de fragmentação. Compartilhar, neste deslocamento
provincial promovido por Alexandre Colchete, interdita uma ação
desgarrada da culpa cristã de hipóteses e hipérboles, embora
conjuntamente designada enquanto padrão. A obra não se
exterioriza de fato, ainda que possa vir a falecer entre canções
e pregos afiados; O poder instituído não se atualiza de fato,
ainda que possa vir a conjurar entre vanguarda e humildade.
Henrique Sabriano
curador da 7a Bienal de Escultura de Fortaleza
Menu
+

Gazua VIP Colectors Edition Ouro Page 1 (VIPCEOP)1

Hannigan tinha acabado de cavar o túmulo, na baixada de um terreno pantanoso, onde um fio de água salgada fluia em direção ao Pacifico, quando a sombra negra de um homem surgiu no nevoeiro. Assustado, Hannigan ergueu a pá como uma arma, acima dos ombros. O outro homem havia se materializado a menos de 20 jardas de distância vindo da direção da praia e havia parado no momento em que avistou Hannigan. A luz difusa proveniente da lanterna de Hannigan não conseguiu atingir o homem: ele era apenas uma silhueta negra contra as ondas farfalhantes de névoa. Atras dele as ondas do mar açoitavam a praia escondida, num ritmo incessante. Hannigan disse: Pelos infernos, quem é você? O homem permaneceu olhando para baixo, as peças enroladas pelo pano junto aos pés de Hannigan ao lado do buraco cavado na terra arenosa. Parecia equilibrar-se firme nos pés, o corpo ereto, como que preparado para dar um salto a qualquer instante: - Faço-lhe a mesma pergunta - disse ele em voz tensa e firme. - Acontece que moro aqui - disse Hannigan fazendo um gesto com a pá para a esquerda, onde um raio pouco luminoso varava o nevoeiro. - Esta é uma praia particular. - Cemitério particular também? - Meu cão morreu esta tarde. Não quero deixá-lo rolando em torno da casa. - Deve ter sido um daqueles grandes, hein? — Ele era um „Grande Dinamarquês“ - disse Hannigan, esfregando o suor com a mao livre.- Voce deseja alguma coisa ou está...
Mountain View

Login Gazua Admin